Como investir na felicidade?

Há pouco tempo assisti a uma palestra interessante. Pesquisadores de Harvard fizeram um estudo com 724 homens. Durante 75 anos pesquisaram em cada um deles diversos parâmetros que mediam felicidade, como: satisfação pessoal, saúde, realizações de vida, bem estar, contentamento próprio. Tal estudo já está na sétima geração de pesquisadores. 
O incrível é que 60% dos entrevistados ainda estão vivos. A maioria já na casa dos 90 anos.

No início da pesquisa, a pergunta era: “O que é importante para que você seja feliz?” A maioria respondeu: “ser rico”. Ter muito dinheiro! Outro grupo aspirava ser famoso em alguma área.

Dois grupos foram escolhidos. O primeiro formado por finalistas de Harvard em 1938. Quer dizer: gente com recursos, a classe A da sociedade. O segundo grupo escolhido era formado pelos rapazes mais pobres de Boston. Famílias que moravam nos cortiços, sem água quente em casa... enfim, os que estavam à margem social da cidade.

Após 75 anos havia gente em todos os níveis sociais. Alguns homens haviam se tornado médicos; outros simples operários em obras. Um deles se tornou presidente dos Estados Unidos. Alguns se tornaram alcoólatras, outros esquizofrênicos; gente bem sucedida, enquanto outros totalmente improdutivos. Havia casos de ascensão social e exemplos de declínio financeiro total na vida.

Mas, afinal, qual a conclusão dessa pesquisa? Quem demonstrou, ao final, ter uma vida prazerosa, feliz, saudável e realizada? A pesquisa revelou que eram mais felizes, não os ricos ou famosos, mas os que desenvolveram bons relacionamentos! Os que se entrosaram com gente, e desenvolveram amizades saudáveis, na família ou na comunidade. O importante não era o número de amigos ou a duração do casamento, mas a qualidade dos relacionamentos, a sensação de saber que poderia confiar e contar com alguém em caso de necessidade.

A pesquisa mostrou que a solidão mata. Os que se isolaram eram mais propensos a doenças e se sentiam mais infelizes. Mostrou também que quem aos 50 anos se dedicava a bons relacionamentos, ao chegar aos 80 passava pelas dores da velhice com menos reclamações.

A grande conclusão é que ser feliz é desenvolver bons relacionamentos, ter amizades prazerosas e se envolver na família e na comunidade!

E você? Está investindo na sua felicidade? Ainda há tempo para reverter um futuro sombrio que aguarda os que se isolam, os egoístas, os que pensam mal, os orgulhosos. Gente assim sempre acaba só! Por outro lado, quando Jesus e os seus princípios mudam o nosso viver, começamos a viver uma vida mais dedicada aos outros, à família e à Igreja! Que tal investir na sua felicidade? Comece agora!

• Paulo Brito, 68 anos, é médico, músico e pastor presidente da Igreja Missionária Maranata. Pastoreia no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ). - Ultimato

O Cristianismo Pós Moderno: conformismo e conveniência?

O Cristianismo Pós Moderno: conformismo e conveniência?


‘’O Cristianismo ora nominado de pós – moderno reduz o evangelho do inconformismo a uma cartilha de como se vestir para as conveniências de uma realidade submersa ao relativismo, ao subjetivismo e ao individualismo, dentro de uma realidade pluralista e num vácuo ético e de valores orientadores, pelo qual tudo pende para os badalados pontos de vista. ’’


''Devemos ponderar para não sermos aterros de sermões, de pregações que somente mexem com nossa superficialidade, de teses teológicas, de profecias e revelações, agradáveis até, mas nada mais além disso; em outras palavras, não sermos também um monturo ou um vale de palavras secas, sem sabor, sem vivacidade, sem inspiração e criação; sinceramente, talvez seja preferível uma palavra, ao invés de toda a bíblia, sem a graciosa fecundidade, ou seja, a unção, simples e profunda, da Cruz de Cristo.''



O Cristianismo pós – moderno não anda pelas trilhas do inconformismo. 

Aliás, o inconformismo por desmontar tantos pesos e contrapesos de doutrinas e dogmas, pelo qual as pessoas permanecem atreladas a uma penitência, como se a salvação tivesse algo a ser compensado. Durante séculos, a dita igreja se perdeu por labirintos para definir qual a mais acertada linha teológica a ser aplicada. 

Não parou por ai, cindiu – se, esgarçou – se e desmoronou o diálogo da tolerância e multidiversidade, com outras correntes cristãs, para defender sua tradição e seus costumes. Eis os episódios pós reforma protestante, ao qual desembocou numa pletora de vertentes teológicas, místicas e por ai foi. 

Ultimamente, somos confrontados com um Cristianismo maltrapilho, barateado, de bagatelas, de trocas, reduzido a tornar as pessoas boas, caridosas, legais e bem – sucedidas, mas sem ir as feridas, sem abordar uma redefinição de valores e práticas éticas, sem questionar nossas posições e convicções. 

Em outras palavras, um Cristianismo adaptado as exigências de um contexto de conveniências e conformismo, de uma espiritualidade bem acomodada aos ritualismos dominicais, as opções mercadológicas (ou seja, uma realidade evangélica volátil, com consumidores inveterados por novidades e inovações advindas dos púlpitos e de suas personalidades predestinadas, homens e mulheres acima do bem e do mal). 

De notar, um Cristianismo voltado a estabelecer aos homens a decisão por se achegar ao Criador, quando a trajetória de Cristo já firmou essa via. Mesmo assim, os homens porfiam em fazer o caminho e ditar as regras. Vou adiante, o Cristianismo pós – moderno não traz o sentimento do dever, da responsabilidade pelo próximo, do serviço como manifestação de usar os talentos e dons em prol da vida. 

Grosso modo, noutro lado da moeda, elege a reivindicação dos meus direitos, a defesa irrestrita das minhas volições e aspirações forjadas dentro de uma cultura consumista e narcisista. Nessa linha de raciocínio, substitui – se o discipulado para seguir ícones que me atenda, nem sequer atenta para a confissão, porque as pessoas se reúnem em espaços desprovidos de qualquer leitura de viver em comunidade. 

Abre – se um parêntese, o Cristianismo pós-moderno não se arraiga e se move para lá e cá, sempre consoante ao binômio – ‘’lucro e prejuízo’’, não estimula as pessoas a se olharem e se importarem (umas com as outras). Tudo se limita a uma relação vertical, entre eu e Deus, nada mais e nada menos! 

Sem titubear, suas palavras são como cismas, cada pedaço com a intenção de falar mais alto, quem pode curar, prosperar, intervir mais... Perde-se em disputas territoriais, se esquece de a verdadeira religião (aqui no sentido de a adoção de valores supremos e dignos para todo ser humano) se pauta no cuidado aos órfãos, as viúvas, aos estrangeiros, aos pobres (de cidadania, de uma espiritualidade saudável, de humanidade, de esperança, de uma política séria e sincera). 

Para piorar o quadro, leva as pessoas a não mais responderem ao Senhor, em oração; afinal de contas, tem seus intermediários que jejua, que ora, que medita e intercede por você, numa espécie de quarteirização da Trindade. Não bastasse, muito menos precisamos sair de casa, oferece – nos cultos virtuais, sem a necessidade chorar, amar, participar, viver a parceria, partilhar e aprofundar os laços de espirituais, humanos e afetivos com outros. 

Verdadeiramente, o Cristianismo pós – moderno se reduz a uma cartilha humanista, com séculos de tradição,como se fosse um ideal a ser adaptado. Agora, fomos chamados para nos conformamos com o presente século? Ora, isto não envolve ir a direção do evangelho simples de Cristo, do Carpinteiro dos Recomeços, de Jesus de Nazaré, do Messias da vida, porque andou entre publicanos, plebeus, pobres, ricos, gente suspeita (Zaqueu), repudiada (a mulher adultera), desprezada (a mulher sírio fenícia, a mulher samaritana), execrada (centurião romano) e trouxe vida?


Robson Santos Sarmento - Ultimato





O Pecado Destruiu a Imagem de Deus


Peter Malgo
Há uma história interessante envolvendo o famoso pintor Pablo Picasso. Depois de muito trabalho ele concluiu uma obra que mostrava de forma impressionante toda a crueldade da guerra. Um oficial do Exército entrou em seu ateliê e quando viu a pintura ficou parado, petrificado. Depois de alguns momentos fez a pergunta completamente supérflua a Picasso: “Você fez isso?” “Não”, respondeu Picasso, mirando o estranho com seu olhar penetrante, e completou: “Não – foi você quem fez isso!” É lógico que o oficial se referia à pintura e Picasso falava dos horrores da guerra.
Será que às vezes as pessoas não são como o oficial? Quando ficam profundamente consternadas com a miséria no mundo, questionam: “Por que Deus permite tudo isso?” “Onde estava Deus?” “Esse é um Deus de amor?” Mas quem se atreveria a contradizer a Deus se Ele respondesse: “Não, não fui eu quem estragou o mundo. Vocês fizeram isso!” Em Gênesis 1.26 lemos acerca da maravilhosa criação de Deus: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. “À nossa imagem e semelhança”. No versículo 27 Deus se põe em ação: “Criou, Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Esses dois primeiros seres humanos, homem e mulher, devem ter sido indescritivelmente belos. Não precisavam de produtos de beleza. E hoje? Não estou me referindo à aparência exterior, falo do interior. O ser humano tenta apresentar-se aos outros da melhor forma possível, mostra uma fachada bonita e faz parecer que tudo está na mais perfeita ordem. Mas será que suportará o exame do olhar divino, que a tudo vê e prescruta os cantos mais escondidos do nosso coração? Será que nossas correções e retoques terão qualquer valor diante da luz de Deus?

O ser humano tenta apresentar-se aos outros da melhor forma possível, mostra uma fachada bonita e faz parecer que tudo está na mais perfeita ordem. Mas será que suportará o exame do olhar divino, que a tudo vê e prescruta os cantos mais escondidos do nosso coração?
A história de Picasso aconteceu realmente e se encontra em muitos registros de sua vida e de sua obra. Ele havia feito da guerra e da destruição o tema de sua pintura. Deus, em Sua genialidade, criou algo incomparavelmente maravilhoso: o homem, uma imagem dEle mesmo e imaculadamente belo! Depois que Deus acabou Sua obra, entrou em cena a serpente, Satanás, o Inimigo. Com astúcia ele conseguiu convencer os homens a desobedecer às ordens claras de Deus. Com isso o homem, coroa da criação, ficou marcado pelas conseqüências do pecado e sua imagem divina ficou irreconhecível. Satanás tentara encobrir essa realidade prometendo: “sereis como Deus” (Gn 3.5). Mas a linda imagem que Deu pintara foi encoberta e desfigurada pelo pincel do pecado.
É interessante ver que muitas vezes Deus fala às pessoas através de imagens e simbolismos. Já no Antigo Testamento podemos encontrar muitas ilustrações proféticas e prefigurações do clímax do Plano de Salvação: a morte de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, no lugar do pecador. Se seguirmos as indicações e as setas que apontam para a cruz, veremos que Deus nos criou à Sua imagem. Perceberemos que caímos em pecado, mas também veremos que Deus, em Seu grande amor, não desistiu de ninguém. Ainda antes da fundação do mundo Ele planejou uma salvação maravilhosa para cada um de nós – por meio de Jesus Cristo!
O pecado destruiu a imagem de Deus no homem. Mas o alvo expresso de Deus é voltar a transformar o homem em Sua imagem (Rm 8.29). Ele faz isso por meio do Seu Filho:“Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Co 5.7). Somos transformados por Jesus de tal forma que, no final, seremos semelhantes a Ele (1 Jo 3.2).
Infelizmente é possível desfigurarmos a imagem de Deus em nós, por exemplo, através de um pecado de estimação, um erro que não queremos corrigir ou um defeito que negamos a consertar em nós. Assim estaremos nos comportando como Pilatos, que errou tanto em relação a Jesus! Por isso é bom que nos perguntemos hoje, de forma muito concreta: até que ponto Deus já conseguiu gravar Sua imagem em mim? Permitamos que Ele trabalhe em nós! Ele quer usar Seu corretor nas nossa imperfeições, encobrindo manchas e apagando pecados, para que a cada pincelada cheguemos mais perto da imagem que Ele quer ver em nós. (Peter Malgo — Chamada.com.br)

Apostasia, Anjos e Juízo

Renald E. Showers
“Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia; como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição. Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores. Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda! Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá” (Judas 5-11).
A apostasia não é algo novo. Embora ela possa parecer pior hoje do que em anos anteriores, ela tem estado por aí desde quase sempre; e ela colhe o juízo de Deus.
Apóstata é aquela pessoa que abandona a religião, os princípios, o grupo ou a causa aos quais era associada e cujos ensinamentos professava anteriormente.[1] O livro de Judas dá exemplos de apóstatas dos tempos do Antigo Testamento e do juízo divino que esses apóstatas colheram.

Apóstatas do Antigo Testamento

O primeiro exemplo envolve o povo de Israel, a quem Deus havia trazido do Egito sob a liderança de Moisés (Jd 5). Todos ficaram muito satisfeitos em ser libertados da escravidão e do sofrimento que haviam experimentado durante muitos anos. Mas os incrédulos entre os israelitas ficaram satisfeitos meramente por motivos egoístas, em vez de ser pela honra e glória de Deus. Como conseqüência, Deus, “destruiu, depois, os que não creram” (Jd 5).
O segundo exemplo de Judas envolve um grupo de anjos, a quem Deus criou para um domínio angélico especial, ou esfera de influência (v.6).[2] Aparentemente, esses anjos ficaram satisfeitos com seu poder sobrenatural de influência, mas decidiram usá-lo por motivos egoístas em vez de ser para os propósitos de Deus. O pecado dos anjos consistiu em quatro ações:
1. Abandonar o domínio que lhes havia sido ordenado por Deus, ou sua esfera de influência, a fim de se tornarem parte de um domínio diferente.
2. Abandonar “seu próprio domicílio” (v.6). Esses anjos desertaram da habitação ordenada por Deus para os anjos nos céus,[3] a fim de viverem em outro local.
3. Entregar-se à “prostituição” (v.7). O versículo 7 começa, dizendo: “Como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas”. Alguns intérpretes afirmam que o versículo 7 não tem nenhuma relação com os anjos do versículo 6.[4] Eles insistem que as palavras“como aqueles”, no versículo 7, se referem às cidades de Sodoma e Gomorra e não aos anjos do versículo 6, e que Judas estava dizendo que as cidades ao redor de Sodoma e Gomorra se entregaram à imoralidade sexual de maneira semelhante às de Sodoma e Gomorra.
No entanto, a palavra “cidades” em grego é feminina. Diferentemente, as palavras gregas traduzidas por “como aqueles” no versículo 7, e “anjos” no versículo 6 são ambas masculinas. Assim, “como aqueles” no versículo 7 deve referir-se aos anjos do versículo 6, e não às cidades de Sodoma e Gomorra.[5] Judas estava dizendo que Sodoma e Gomorra e as cidades ao redor destas pecaram como os anjos do versículo 6, cometendo imoralidade sexual.
Todavia, isto não significa que os anjos se entregaram ao mesmo tipo de imoralidade sexual que os homens daquelas cidades perversas. A palavra grega traduzida por “prostituição” no versículo 7 se refere a qualquer tipo de relacionamento sexual proibido por Deus.[6] A imoralidade sexual dos homens de Sodoma e Gomorra, e das cidades da circunvizinhança, envolvia irem atrás de “outra carne”. Ir “após outra carne” significa “ter relações sexuais antinaturais”.[7] Os homens se envolveram em relações sexuais não-naturais uns com os outros, embora Deus tenha criado seres humanos masculinos para serem sexualmente alheios a outros seres humanos masculinos (Lv 18.22; Lv 20.13; Dt 23.17.
4. Ir “após outra carne” (v.7). A imoralidade sexual dos anjos também envolvia ir atrás de “outra carne”. Deus criou anjos como seres espirituais, sem corpos físicos de carne e osso. Assim, os anjos do versículo 6, contrariamente à sua natureza e ao que Deus pretendia, buscaram ter relações sexuais com carne física. O final do versículo 6 indica que Deus puniu esse pecado quádruplo confinando-os a um lugar lúgubre de trevas, onde Ele os mantém até o juízo final deles no fim da história desta Terra: Ele os reservou em “algemas eternas” para o juízo do grande dia.
O apóstolo Pedro tinha em mente esses mesmos anjos quando escreveu:
“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo. E não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas” (2Pe 2.4-5).
Várias coisas devem ser observadas relativamente a estes comentários: Primeiro, Pedro estava se referindo a um grupo de anjos a quem Deus havia confinado e acorrentado em um terrível lugar de trevas no passado.
Segundo, embora a tradução chame esse lugar de “inferno”, Pedro não usou a palavra do Novo Testamento para “inferno” (Hades) nesta passagem. Em vez disso, ele usou a palavra Tártaro. O mundo antigo entendia Hades e Tártaro como duas coisas distintas. Tanto os escritores apocalípticos gregos como judeus consideravam Tártaro como “um lugar subterrâneo, mais baixo que o Hades, onde o castigo divino era executado”.[8] O capítulo 22, versículo 2, do Livro Apócrifo de Enoque apresenta o Tártaro como o lugar de punição para os anjos caídos. Pedro estava indicando que esses espíritos maus estão aprisionados no mais profundo abismo das trevas.
A Segunda Carta de Pedro 2.4 é o único texto no Novo Testamento em que esse lugar de juízo é mencionado com seu próprio nome. Várias outras passagens se referem a ele através de seu termo descritivo, como o “poço do abismo” (literalmente “o abismo”). A palavra “abismo” significa “impenetravelmente profundo”. Escritores apocalípticos judeus o chamavam de “o lugar onde espíritos andarilhos [fugitivos, vagabundos], estão confinados” (Jub. 5:6ss; Eth. En. 10:4ss; 11ss; 18:11ss; Jd. 6; 2 Pe 2.4).[9]
Terceiro, o Tártaro é somente um lugar temporário de juízo para os anjos ali confinados. No final da história desta terra, eles, juntamente com Satanás e os anjos caídos, serão destinados a um outro lugar de juízo: o eterno Lago de Fogo (Mt 25.41; Ap 20.10).
Quarto, Pedro deixou bem claro que esses anjos já estavam no Tártaro por causa de um pecado que cometeram antes que a carta fosse escrita. Esse pecado não foi o pecado angelical original, a saber, a rebelião contra Deus porque, se o fosse, então todos os anjos – inclusive Satanás – estariam ali confinados. Em vez disso, tinha que ser um pecado mais repugnante, cometido por esse grupo de anjos depois da rebelião original dos anjos contra Deus.
Antes e depois do tempo de Cristo na Terra, o entendimento sobre Gênesis 6.1-4 era de que “os filhos de Deus” (Gn 6.1) eram anjos que haviam se casado com “filhas dos homens” humanas, produzindo descendentes gigantes, que se tornaram “varões de renome” antes do Dilúvio. Esses anjos abandonaram sua esfera de influência designada e esvaziaram a residência dos anjos nos céus.
A Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento hebraico, produzida por estudiosos judeus dos séculos II e III antes de Cristo, indica que “os filhos de Deus” de Gênesis 6 eram anjos.[10] O Livro de Enoque (o qual Judas cita nos versículos 14-15) e o Livros dos Jubileus, literatura judaica produzida nos séculos II e III antes de Cristo, apresentavam a mesma visão.[11] O mesmo fez Josefo, o famoso historiador judeu do século I d.C.[12] Esta visão também foi a posição histórica da Igreja primitiva até o século IV d.C.
O juízo de Deus sobre os homens de Sodoma e Gomorra, e das cidades circunvizinhas, serve como exemplo daqueles que sofrerão a punição do fogo eterno (Jd 7).

Apóstatas do Novo Testamento

Começando no versículo 8, Judas aplicou o exemplo dos apóstatas do Antigo Testamento aos apóstatas do versículo 4, que haviam se infiltrado enganosamente para dentro das igrejas. Eram falsos profetas que afirmavam “ter visões e sonhos”,[13] criam que a graça de Deus permitia imoralidade sexual e desprezavam a autoridade do senhorio de Cristo em suas vidas. Além disso, como meros humanos, eles acharam que poderiam repreender os anjos.
Judas contrastou as ações deles com as de Miguel, o arcanjo (um anjo de alta posição), que, quando em disputa com Satanás acerca do corpo de Moisés, disse: “o Senhor te repreenda!” (v.9), em vez de ousar ele mesmo repreender Satanás. Judas usou esse exemplo para aconselhar os apóstatas a terem cuidado em repreenderem os anjos, que são muito mais poderosos que eles.
No versículo 10, Judas acusou esses apóstatas de blasfemarem sobre coisas que eles ignoravam e, como animais irracionais, se corromperem com coisas que entendiam por instinto natural.
No versículo 11, Judas declara: “Ai deles!”, por causa de três coisas que haviam feito:
1. “Porque prosseguiram pelo caminho de Caim”, rejeitando a ordem de Deus e a autoridade de Seu senhorio a fim de fazerem o que queriam.
2. “Movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão”. Assim como Balaão usou gananciosamente seu ministério profético para enriquecer, esses homens enganosamente afirmavam ter visões significativas em sonhos a fim de ficarem ricos.
3. “E pereceram na revolta de Corá”. Assim como Corá pereceu por causa de sua rebelião contra Moisés (Nm 16), esses apóstatas também pereceram por causa da rebelião contra os líderes da Igreja designados por Deus.
Deus certamente é rápido em perdoar e lento para se irar, mas finalmente Ele tratará da apostasia. (Renald E. Showers — Israel My Glory — Chamada.com.br)

Notas:

  1. Webster’s New International Dictionary of the English Language, 2ª.ed., não-simplificada (Springfield, MA: G. & C. Merriam, 1939), 127, s.v. “apostasy”.
  2. William F. Arndt e F. Wilbur Gingrich, eds./trad., “arche”, A Greek English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature (1952: tradução e adaptação do Griechisch-Deutsches Wörterbuch zu den Schriften des Neuen Testaments und der übrigen urchristlichen Literatur, de Walter Bauer, 4ª ed.; Chicago: University of Chicago Press, 1957), 112.
  3. Otto Michel, “oiketerion”, Theological Dictionary of the New Testament (citado a seguir como TDNT), ed. Gerhard Friedrich, trad./ed. Geoffrey W. Bromiley, traduzido de Theologisches Wörterbuch zum Neuen Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1967), 5:155.
  4. Walter C. Kaiser, Jr., More Hard Sayings of the Old Testament (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1992), 35.
  5. Edwin A. Blum, Jude in The Expositor’s Bible Commentary (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1981), 12:390.
  6. Arndt e Gingrich, “pornéia”, 699.
  7. Ibid., “apérchomai”, 84.
  8. Ibid., “tártaroo”, 813.
  9. Joachim Jeremias, “abyssos”, TDNT, ed. Gerhard Kittel, trad./ed. Geoffrey W. Bromiley (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1964 ), 1:9.
  10. New Catholic Encyclopedia, 13:435, s.v. “Sons of God”.
  11. R. H. Charles, The Book of Enoch (Oxford: Clarendon Press, 1912), 14-15, 21. The Book of Jubilees (New York: Macmillan, 1917), 57–58, 68.
  12. Flavius Josephus, Antiquities of the Jews, 1.3.1 in The Complete Works of Flavius Josephus, trad. William Whiston (Chicago: Thompson & Thomas, n.d.), 32.
  13. Arndt e Gingrich, “enypniázomai”, 270

Para um pentecostal, o que é o arminianismo?

Há algum tempo, por causa da amizade que tenho com irmãos calvinistas, alguém me perguntou: “Afinal, você é calvinista ou arminiano?” E eu, vendo que o irmão tinha senso de humor, lhe respondi: “Nenhum dos dois. Sou pentecostal”. Risos. Na verdade, brincadeiras à parte, considero que ser pentecostal — pentecostal, mesmo! — é mais que ser arminiano, uma vez que a soteriologia arminiana remonstrante e wesleyana está contida no genuíno pentecostalismo. Neste artigo pretendo fazer uma abordagem histórica do arminianismo, procurando distingui-lo do pelagianismo e do semipelagianismo, que em parte prevalecem em alguns círculos pentecostais.

O QUE NÃO É O ARMINIANISMO?

Especialmente por causa da conduta de Charles Finney, grande evangelista do século XIX, e dos remonstrantes liberais que surgiram no século XVIII, como Philip Limborch, John Taylor e Charles Chauncy, os pentecostais arminianos têm sido acusados — com certa justiça — de pelagianos ou semipelagianos. De fato, Finney pendeu um pouco para o pelagianismo e um pouco mais para o semipelagianismo, mas estes nada têm a ver com o arminianismo clássico, o qual definirei depois de discorrer brevemente sobre o pelagianismo e o semipelagianismo.

O pelagianismo tem origem em Pelágio de Bretanha (350-423), um monge que escreveu sobre pecado, livre-arbítrio e graça. Ele negou o pecado original e elevou as habilidades humanas. E, por isso, foi duramente contestado por Agostinho de Hipona (354-430) e seu contemporâneo Jerônimo (347-420). As heresias de Pelágio, em resumo, foram as seguintes: ele disse que o homem nasce sem a mancha do pecado original, herdado de Adão; negou que a graça seja essencial para a salvação; e defendeu que o homem, por meio do livre-arbítrio, é totalmente responsável por sua salvação — este tipo de sinergismo é herético porque minimiza o papel da graça divina. Segundo o arminianismo clássico — de Armínio, dos primeiros remonstrantes (como Episcópio e Grótius) e de Wesley, o homem nasce pecador (cf. Sl 51.5; Rm 3.23), e a salvação ocorre exclusivamente pela graça (cf. Ef 2.8-10).

Já o semipelagianismo — que não é o mesmo que arminianismo antes do tempo, como alguns críticos têm dito — surgiu a partir da controvérsia de Pelágio e Agostinho. Um teólogo chamado João Cassiano (360-435) tentou construir uma ponte entre Pelágio e Agostinho, que defendia a eleição incondicional tendo por base o fato de que os descendentes de Adão nascem espiritualmente mortos e culpados da culpa de Adão, e a partir daí surgiram duas outras escolas soteriológicas, por assim dizer: o semipelagianismo e o semiagostinianismo. Para a primeira, a salvação começa a partir da vontade humana, que é assistida por Deus. E, para o segundo, Deus coopera com a vontade na obra salvífica, mas é Ele quem dá o start. Alguns teólogos têm preferido ver as duas escolas como se fossem uma só. Eles afirmam que os termos citados são empregados de modo intercambiável, como sinônimos. O certo é que ambos não estão de acordo com o arminianismo clássico.
Quais são as heresias semipelagianas (ou semiagostinianas)? Essa escola prega que o homem, apesar de pecador, tem uma força remanescente, mesmo em seu estado caído, depravado, para iniciar a salvação através de sua boa vontade. Diz também que a depravação do ser humano caído é parcial, uma vez que o homem é capaz de exercer uma boa vontade para com Deus, independentemente de qualquer infusão de graça sobrenatural. Isso não é pregado pelos pentecostais que se prezam, os quais são, em geral, arminianos clássicos. Estes afirmam, com a Bíblia na mão, que a salvação ocorre exclusivamente pela graça, conquanto a santificação seja progressiva (cf. Ef 2.8-10; Hb 12.14). Eles têm a certeza de que a salvação é obra exclusiva de Deus e creem que o sinergismo, à luz das Escrituras, não denota que a salvação depende da cooperação entre Deus e o homem. Os pentecostais estão convictos de que a depravação do homem é total e de que a iniciativa para a salvação é sempre de Deus, que capacita o ser humano para crer e se arrepender (cf. Tt 2.11; Jo 6.44).
O QUE É O ARMINIANISMO?

Em primeiro lugar, o arminianismo não tem nada com o país da Armênia! Jacobus Arminius (1560-1609) foi um teólogo holandês do período da Reforma Protestante, um reformador que tentou fazer uma reforma dentro da Reforma. E ele não possuía ascendência armênia! Risos. Grosso modo, o arminianismo é a teologia dos seguidores de Armínio. E é bom dizer que Armínio não foi um estudioso que quis “reinventar a roda”. Pelo contrário, em sua argumentação, ele evocou os pais da Igreja, empregou métodos e conclusões teológicas da Idade Média, bem como baseou-se em teólogos protestantes que o antecederam. Ele acabou morrendo no auge da controvérsia sobre a soteriologia, aos 49 anos, e seu pensamento quanto a salvação e sua segurança foi expresso num documento póstumo chamado Remonstrance (Protesto, Objeção, um ato de oposição), publicado em 1610 e apresentado por seus seguidores a uma conferência em Gouda, Países Baixos (Holanda).

Por causa do nome do documento, os cerca de 45 seguidores de Armínio ficaram conhecidos como remonstrantes. Simão Episcópio (1583-1643), provavelmente, foi quem compilou os escritos de Armínio e tornou-se, posteriormente, o primeiro professor do Seminário Remonstrante, na Holanda, fundado depois de seu exílio (1619-1625). Outro remonstrante famoso foi o estadista e cientista político Hugo Grótius (1583-1645). O documento citado foi examinado pelo Sínodo de Dort (1618-1619). Para dar credibilidade ao seu posicionamento, os remonstrantes argumentaram que Melanchton, um líder luterano conservador, e outros luteranos mantinham posicionamentos similares ou idênticos aos de Armínio. Mas o sínodo (uma assembleia) condenou formalmente o pensamento de Armínio, e muitos de seus seguidores foram banidos e passaram a ser perseguidos.

Após rechaçar a remonstrância, os teólogos contrários às ideias de Armínio, divulgaram seu posicionamento, que hoje é conhecido como “os cinco pontos do calvinismo”, apresentado mediante o acróstico TULIP, em inglês: total depravity (depravação total); unconditional election (eleição incondicional); limited atonement (expiação limitada); irresistible grace (graça irresistível); eperseverance of saints (perseverança dos santos). Depois do Sínodo de Dort, o arminianismo foi suprimido nos Países Baixos (Holanda), acolhido na Inglaterra e nos Estados Unidos; e disseminado através do ministério do pregador John Wesley.

QUANTOS TIPOS DE ARMINIANISMO EXISTEM?

A partir do século XVIII, o arminianismo dividiu-se em dois grupos: o clássico e o liberal. O arminianismo clássico é o que se mantém fiel ao pensamento de Armínio, dos primeiros remonstrantes, de John Wesley e seus herdeiros. Aliás, uma clara prova de que nem todos os arminianos se tornaram liberais — como alguns têm dito, de modo injusto — é que Wesley defendeu Armínio e o arminianismo das acusações de que essa escola levava à heterodoxia ou à heresia. Wesley defendeu o sinergismo através da graça preveniente de Deus e pregou a justificação exclusivamente pela graça através da fé. Ele é, sem dúvidas, a maior fonte do arminianismo clássico.

Quando se critica o arminianismo, hoje, é por causa dos remonstrantes liberais, visto que a ênfase deles ao livre-arbítrio está alicerçada no Iluminismo, por influência do arminiano liberal Philip Limborch (1633-1712). O arminianismo liberal tem recebido várias críticas justas, pois, em razão de sua falta de compromisso com as Escrituras, ora se mostra pelagiano ou, no mínimo, semipelagiano, ora universalista ou até ariano, negando a plena deidade de Cristo. Não foi por acaso que o famoso calvinista Jonathan Edwards (1703-1758) se opôs de maneira veemente ao arminianismo liberal, de Limborch.

QUAIS SÃO AS DOUTRINAS BÍBLICAS DEFENDIDAS PELOS PENTECOSTAIS ARMINIANOS?

A teologia arminiana também tem os seus cinco pontos, expressos por meio do acróstico FACTS, que é, por assim dizer, uma tréplica do arminianismo wesleyano aos cinco pontos do calvinismo: freed by grace to believe (liberto [por assim dizer] pela graça para crer); atonement for all (expiação para todos);conditional election (eleição condicional); total depravity (depravação total); e security in Christ(segurança em Cristo). Examinemo-los de modo breve.

Freed by grace to believe (liberto [por assim dizer] pela graça para crer). Este ponto responde à quarta letra de TULIP: irrestible grace (graça irresistível) e alude à graça preveniente, que é persuasiva, e não coercitiva. A doutrina da graça preveniente é interpretada pelos pentecostais arminianos como uma graça convincente, convidativa, iluminadora e capacitadora, que atencede a conversão e torna o arrependimento e a fé possíveis. É a graça preparatória do Espírito Santo exercida no homem abandonado em pecado. A salvação não vem antes da fé e do arrependimento; o que vem antes é a capacitação do Espírito Santo, pela graça preveniente, que precede e capacita os primeiros indícios de uma boa vontade para com Deus, a fim de que o pecador tenha a fé salvadora e o arrependimento.

Segundo os pentecostais arminianos, o novo nascimento é totalmente pela graça, pois o pecador está morto (Ef 2.5,6). Assim como não pudemos ajudar em nada quando do nosso primeiro nascimento, muito menos em nosso segundo (novo) nascimento (cf. GILBERTO, 2008, p. 333-378). Graça preveniente é persuasiva, e não coercitiva; a ação por parte do Espírito para convencer o pecador não é uma coerção, e sim como uma persuasão (Jo 16.8-12). Ou seja, Deus não impõe, mas oferece a salvação (Mt 13.37). Todas as pessoas nascem moral e espiritualmente depravadas e incapazes de fazer qualquer coisa boa ou digna aos olhos de Deus, sem uma infusão especial da graça divina para superar as inclinações do pecado original.

Atonement for all (expiação para todos). Este ponto responde à terceira letra da TULIP: limited atonement (expiação limitada). Expiação geral não significa salvação geral; denota expiação geral do pecado adâmico. Por isso, arminianos acreditam na salvação das crianças que morrem antes de alcançar a idade do despertamento da consciência. A obra expiatória é ilimitada porque se refere ao pecado (Jo 1.29; cf. Lv 4; 16; 23); a expiação é o ato de tirar o pecado, em potencial; é diferente da redenção. Mas a obra redentora é limitada porque se refere ao pecador; a redenção diz respeito à salvação concretizada, de modo eficaz, na vida do pecador.

Segue-se que, para os pentecostais, a expiação precede a redenção, visto que sem expiação pelo sangue não há perdão do pecado (Lv 4.35). Jesus expiou o pecado do mundo, para que todos os que crerem sejam redimidos, uma vez que "todos pecaram" (Rm 3.23), e Deus amou a todos os pecadores (Jo 3.16; Rm 11.32), desejando que todos sejam salvos (1 Tm 2.4). Mas a salvação só se realiza eficaz e efetivamente na vida do pecador quando este crê no Redentor (Jo 5.24; Rm 5.19; Hb 5.8,9). Se a redenção (e não a expiação) fosse ilimitada em sua extensão, o universalismo seria bíblico, visto que o Senhor Jesus provou a morte por todos os homens (Jo 1.9; Tt 2.11; 1 Jo 2.1,2; 1 Tm 2.4-6; Hb 2.9; Rm 11.32).

Conditional election (eleição condicional). Este ponto responde à segunda letra de TULIP:unconditional election (eleição incondicional). Mas há duas grandes escolas arminianas quanto a isso: a que interpreta a eleição segundo a presciência de Deus e a que não nega a presciência de Deus, mas defende prioritariamente a eleição corporativa, condicionada a seu plano. Para um grupo de teólogos de linha arminiana, Deus elegeu de antemão os que receberiam a salvação pela fé, isto é, responderiam livremente, de maneira positiva, à graciosa oferta de salvação. A predestinação, nesse caso, é a determinação (decreto) de Deus para salvar por intermédio de Cristo todos os que livremente respondem à oferta divina da graça livre ao se arrependerem do pecado e crerem em Cristo. Mas um outro grupo — do qual faz parte este articulista — não despreza as doutrinas bíblicas da presciência de Deus e da predestinação, porém afirma que Deus nos elegeu nEle; ou seja, não foram eleitos indivíduos para a salvação, e sim a sua Igreja, a Universal Assembleia dos Santos (Ef 1.1-4; 1 Pe 2.9,10).

Total depravity (depravação total). Este ponto equivale, aparentemente, à primeira letra da TULIP. Mas, para eruditos arminianos, como Stanley Horton, Antonio Gilberto, Roger Olson e Dave Hunt, por exemplo, a depravação total é extensiva e corruptora, e não intensiva e destruidora. Em outras palavras, ela é uma corrupção do bem, e não uma destruição do bem. O ser humano nasce com a propensão de pecar, e não com a necessidade de pecar. A vontade do homem foi diminuída, e não destruída. Alguns teólogos, arminianos ou calvinistas moderados, entendem que, se a depravação tivesse destruído a capacidade do ser humano de distinguir o bem do mal e escolher o bem antes que o mal, então teria destruído a capacidade do ser humano de pecar (cf. GEISLER, 2001). Para o arminianismo, a despeito dos efeitos deletérios do pecado, o ser humano ainda tem livre-arbítrio (cf. Dt 30.19; Lc 9.23; Ap 22.17).

Security in Christ (segurança em Cristo). Este ponto responde à quinta letra da TULIP: perseverance of saints (perseverança dos Santos). A bem da verdade, Armínio e os remonstrantes não se posicionaram em relação a essa questão. Como bem observou um dos maiores especialistas em arminianismo, na atualidade, a Remonstrância não é uma declaração completa da teologia arminiana (OLSON, 2013). Por isso, aqui também há duas escolas: a dos arminianos “calvinistas moderados” (como Norman Geisler), que dizem “uma vez salvo, sempre salvo, haja o que houver”; e a dos wesleyanos — da qual este articulista faz parte —, que acreditam na possibilidade de perda de salvação. Estes creem que a salvação pode ser perdida, mas não por qualquer motivo. Eles não ignoram as contundentes passagens em defesa da possibilidade de cair da graça, como Apocalipse 3.8, 2 Pedro 2, Hebreus 3; 6; 10 etc. 

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS ARMINIANOS DA HISTÓRIA?

Sempre me perguntam, quando participo de eventos envolvendo calvinistas e arminianos: “Quais são os principais arminianos, ao longo História?” É difícil responder essa pergunta de modo objetivo, sem uma explicação sobre cada nome, pois muitos abraçaram o arminianismo em parte; outros tornaram-se arminianos no fim da vida; outros deixaram de sê-lo; outros não fazem questão de declarar-se arminianos etc. Mas vou tentar apresentar aqui uma lista de arminianos, a partir de Armínio, embora reconheça que a soteriologia armininana preceda o próprio Armínio, como afirmou Norman Geisler: “Se afirmar que Deus não viola a livre-escolha de qualquer ser humano a fim de salvá-lo é considerado pensamento 'arminiano', então todos os grandes da patrística, desde o começo, incluindo Justino, Ireneu, Atenágoras, Clemente, Tertuliano, Orígenes, Metódio, Cirilo, Gregório, Jerônimo, Crisóstomo, Agostinho o jovem, até Anselmo e Tomás de Aquino foram arminianos!” (GEISLER, 2001).

Séculos XVII e XVIII. Começo minha lista pelo século XVII, citando os primeiros remonstrantes, além do próprio Armínio (1560-1609): Simão Episcópio (1583-1643) e Hugo Grótius (1583-1645). Do século XVIII, cito John Wesley (1703-1791), lembrando que todo o movimento metodista e suas ramificações, como o multifacetado movimento da santidade, adotaram a versão de Wesley da teologia arminiana, que pouco se difenciava do próprio Armínio. E também menciono John Fletcher (1729-1785), primeiro teólogo sistemático do metodismo, que teve grande influência sobre Wesley, e Richard Watson (1781-1833), metodista britânico e um dos teólogos arminianos mais influentes dos séculos XVIII e XIX. Mas é bom lembrar que ainda no século XVIII surgiram os remonstrantes liberais, como Philip Limborch (1633-1712), John Taylor (1694-1761) e Charles Chauncy (1705-1787). 

Século XIX. Neste, temos os metodistas Thomas Summers (1812-1882), William Burton Pope (1822-903) e John Miley (1813-1895). Este, porém, foi um dos arminianos mais controversos do período, a despeito de ser fortemente apegado à supremacia das Escrituras. Mas os dois nomes mais importantes desse século foram, sem dúvida, Finney e Moody. Charles Finney (1792-1875), a despeito de seus desvios semipelagianos, tão criticados pelos calvinistas e reconhecidos pelos arminianos, teve uma carreira brilhante como pregador avivalista. Dwight Lyman Moody (1837-1899), por sua vez, foi tão usado por Deus com pregador e editor, a ponto de ser chamado de “Célebre ganhador de almas” no livro Heróis da Fé, publicado no Brasil pela CPAD.

Século XX. São muitos os arminianos desse período: H. Orton Wiley (1877-1961), líder da Igreja do Nazareno, produziu a excelente obra Christian Theology, de três volumes, mesclando o arminianismo de Armínio e dos remonstrantes com o perfeccionismo de Wesley. Henry Clarence Thiessen (1883-1947), que, grosso modo, ensinou a posição arminiana clássica em seu livro Palestras Introdutórias à Teologia Sistemática (Imprensa Batista Regular, 1987). Aiden Wilson Tozer (1897-1963), famoso pastor norte-americano, pregador, autor, editor etc., conhecido com "O profeta do século XX". Clive Staples Lewis (1898-1963), arminano em grande parte, professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristão britânico. Leonard Ravenhill (1907-1994), escritor e avivado evangelista britânico. William Franklin (Billy) Graham Jr. (nascido em 1918 e ainda vivo), pregador batista norte-americano, conselheiro espiritual de vários presidentes e o mais proeminente membro da Convenção Batista Sulista dos Estados Unidos.

Outros nomes impontantes do século XX: Carl O. Bangs (1922), erudito norte-americano, autor de Arminius: A Study in the Dutch Reformation (1971). Dave Hunt (1926-2013), um dos mais renomados pesquisadores de Escatologia. Thomas Oden (nascido em 1931 e ainda vivo), que não se declara arminiano, mas endossa de modo fervoroso a teologia de Armínio. David Wilkerson (1931-2011), reconhecido evangelista norte-americano, pastor da Times Square Church, em New York, Estados Unidos. Ouso mencionar, ainda, Norman L. Geisler (1932), apologista cristão, erudito, filósofo, o qual é um exemplo de que calvinistas e arminianos podem se entender, pois se declara calvinista moderado e, ao mesmo tempo, agrada, em grande parte, os arminianos. E também Roger E. Olson (1952), professor, erudito, autor de obras meritórias, como Arminian Theology: Myths and Realities.

Há vários nomes ainda no século XX (batistas, metodistas etc.), como Ray Dunning, Dale Moody, Stanley Grenz, Clark Pinnock, Leroy Forlines, Jack Cotrell, Howard Mashall, Jerry Walls etc. Mas quero finalizar a minha longa lista de arminianos ilustres citando o nome de pelo menos dois eruditos pentecostais brasileiros e da Assembleia de Deus: Antonio Gilberto, o principal erudito pentecostal do Brasil, na atualidade, o qual aqui representa todos os eruditos assembleianos que já partiram para a glória (como Stanley M. Horton, brilhante teólogo, que partiu para eternidade há poucos anos, e Donald Stamps, editor da Bíblia de Estudo Pentecostal, etc.). E, como a lista é muito longa, cito por último o erudito, pastor e escritor Esequias Soares como representante dos inúmeros expoentes pentecostais e arminianos da Assembleia de Deus, na atualidade.
Ciro Sanches Zibordi

REFERÊNCIAS

ARMÍNIO, Jacó. As Obras de Armínio. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
GEISLER, Norman. Eleitos, mas Livres. São Paulo: Editora Vida, 2001.
GEISLER, Norman; BOCCHINO, Peter. Fundamentos Inabaláveis. São Paulo: Editora Vida, 2003.
GILBERTO, Antonio. Soteriologia — a doutrina da salvação. IN: GILBERTO, Antonio et al. Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. São Paulo: Vida Nova, 1997.
OLSON, Roger E. Arminian Theology: Myths and Realities. Downers Glove, IL: InterVarsity Press, 2006.
PALMER, Michael D. Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.
PIPER, John; TAYLOR, Justin. A Supremacia de Cristo em um Mundo Pós-moderno. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
RADMACHER, Earl et al. Compact Bible Commentary. Nashville, TN: Thomas Nelson, 2004.
THIESSEN, Henry Clarence. Palestras Introdutórias à Teologia Sistemática. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1987.
ZACHARIAS, Ravi; GEISLER, Norman. Sua Igreja Está Preparada? Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
ZIBORDI, Ciro Sanches Zibordi. Procuram-se Pregadores como Paulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
______. Escatologia — a doutrina das últimas coisas. IN: GILBERTO, Antonio et al. Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
______. Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
______. Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
Fonte: Cpad News

Disney mostra desenho de seu primeiro casal gay

Disney mostra desenho de seu primeiro casal gay
Episódio bateu recorde de audiência nos EUA - por Jarbas Aragão
Em 2014, o Disney Channel apresentou ao mundo o seu primeiro casal homossexual em um programa do canal. Em um dos episódios do seriado “Boa Sorte, Charlie”, as personagens Susan e Chery eram as “mães” de uma das crianças que brincava com a protagonista Charlie.
Na época, gerou-se grande polêmica na mídia. A Disney recebeu severas críticas de especialistas por mostrar temas que as crianças que assistem os programas são muito jovens para compreender.
Em nota no seu site oficial, a empresa afirmava que seu desejo era “ser relevante para as crianças e famílias em todo o mundo e incentivar a reflexão sobre temas como diversidade e inclusão”.
Agora, um casal gay é apresentado ao público infantil no desenho animado “Gravity Falls”, transmitido pelo canal Disney XD. Os personagens principais são os irmãos Dipper e Mabel, de 12 anos de idade. A versão dublada em português tem como título “Um Verão de Mistérios”. Ao todo foram 40 episódios exibidos em duas temporadas.
No final do último episódio da série animada, a dupla de policiais Xerife Blubs e seu assistente Durland declaram seu amor um pelo outro.
O criador da animação, Alex Hirsch, havia anunciado em entrevistas no ano passado, seu desejo de criar papéis LGBT, mas acreditava que não seria autorizado pelos estúdios Disney. Para quem acompanha a história, a relação deles sempre deu indício de um envolvimento amoroso.
O episódio final ainda não tem data prevista para exibição no Brasil. Nos Estados Unidos, ele bateu um recorde. Ao total foram 10,7 milhões de espectadores, sendo 5,4 milhões de crianças entre 2 e 14 anos.
Foi a maior audiência de um desenho animado exibido no Disney XD desde sua inauguração, em 2009. Já existe uma campanha na internet para que o canal encomende uma terceira temporada. Com informações de Variety e IB Times

Babá muçulmana decapita criança de 4 anos em Moscou


Babá muçulmana decapita criança de 4 anos em Moscou
Babá muçulmana decapita criança de 4 anos em Moscou

O canal de notícias Russia Today noticiou uma cena de terror nesta manhã em Moscou. Em plena capital da Rússia, uma babá vestida com roupas típicas muçulmanas carregava a cabeça decapitada de uma menina de quatro anos de idade.

Ela gritava “Allahu Akbar” [Alá é grande] e ameaçava se explodir em frente à estação de metro Oktiabrskoie Pole. O local foi fechado para passageiros enquanto a polícia prendia a mulher. Não foram encontrados explosivos com ela.

A vítima é uma menina chamada Nastya M. e a babá foi identificada como Gyulchehra Bobokulova, 39 anos, natural do Uzbequistão.

No início da manhã, policiais encontraram o corpo sem cabeça de uma criança em um bloco de apartamentos. Os vizinhos haviam chamado as autoridades para combater um princípio de incêndio, pois saia fumaça do apartamento da família da vítima.

A babá esperou até que os pais da criança saíssem para trabalhar. Além de assassinar a criança, iniciou o incêndio e saiu pelas ruas com a faca do crime na mão. Ela foi vista rezando pouco antes de ser capturada pelas autoridades.

Segundo testemunhas, ela avisava a todos que havia matado a criança. Também gritava “Eu odeio a democracia. Eu sou uma terrorista”. Dizendo ser uma mulher-bomba, avisava que “Eu vou morrer em um segundo” e que “O fim do mundo está próximo”.

Não há informações se este é um caso isolado ou se tem ligação com as ameaças do Estado Islâmico de cometer atentados na Rússia, por causa dos bombardeios ordenados pelo presidente Putin contra os terroristas no Oriente Médio.

Assista:




Fonte: Gospel Prime


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O QUE É O PECADO?

O pecado é descrito na Bíblia como transgressão à lei de Deus (I João 3:4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18). O pecado teve seu começo com Lúcifer, a “estrela brilhante, o filho da manhã”, o mais belo e poderoso dos anjos. Não satisfeito de ser tudo isto, ele desejou ser o Deus altíssimo e esta foi sua queda e o começo do pecado (Isaías 14:12-15). Renomeado Satanás, ele trouxe o pecado à raça humana no Jardim do Éden, onde ele tentou Adão e Eva com a mesma fascinação: “sereis como Deus”. Gênesis 3 descreve a rebelião de Adão e Eva contra Deus e contra Seus mandamentos. Desde este tempo, o pecado tem sido passado através de todas as gerações da espécie humana e nós, descendentes de Adão, herdamos dele o pecado. Romanos 5:12 nos diz que através de Adão, o pecado entrou no mundo e assim a morte veio a todos os homens, porque “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23).

Através de Adão, a inclinação inerente ao pecado entrou na raça humana e os seres humanos se tornaram pecadores por natureza. Quando Adão pecou, sua natureza interior foi transformada por seu pecado de rebelião, trazendo a ele morte espiritual e depravação, que seriam passadas a todos os seus descendentes. Os humanos se tornaram pecadores não porque tenham pecado, mas pecaram porque já eram pecadores. Esta é a condição conhecida como pecado herdado. Assim como herdamos características físicas de nossos pais, herdamos nossas naturezas pecaminosas de Adão. O Rei Davi lamentou sua condição de natureza humana decaída em Salmos 51:5: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”

Um outro tipo de pecado é conhecido como pecado imputado. Usado em circunstâncias financeiras e legais, a palavra grega traduzida como “imputado” significa tomar algo que pertence a alguém e creditar em conta de outro. Antes de ser dada a Lei de Moisés, o pecado não era imputado ao homem, mesmo sendo os homens já pecadores por causa do pecado herdado. Depois de a Lei ter sido dada, os pecados cometidos em violação à Lei foram imputados (creditados) a eles (Romanos 5:13). Mesmo antes que as transgressões à lei fossem imputadas aos homens, a pena máxima para o pecado (morte) continuava a reinar (Romanos 5:14). Todos os humanos, de Adão a Moisés, foram sujeitos à morte, não por causa de seus atos pecaminosos contra a Lei mosaica (que eles ainda não tinham), mas por causa de sua própria natureza pecaminosa que havia sido herdada. Depois de Moisés, os humanos foram sujeitos à morte tanto por causa do pecado herdado de Adão como pelo pecado imputado por violar as leis de Deus.

Deus usou o princípio da imputação para o benefício da humanidade quando Ele imputou o pecado dos crentes a Jesus Cristo, que pagou a pena por estes pecados (morte) na cruz. Imputando nossos pecados a Jesus, Deus O tratou como se Ele fosse um pecador, apesar de não ser, e Ele o fez morrer pelos pecados de todos que algum dia Nele cressem. É importante compreender que o pecado foi a Ele imputado, mas Ele não o herdou de Adão. Ele carregou a pena pelo pecado, mas Ele nunca se tornou um pecador. Sua natureza pura e perfeita foi intocada pelo pecado. Ele foi tratado como se Ele fosse culpado de todos os pecados algum dia cometidos por todos que Nele cressem, apesar de não ter cometido nenhum. Em troca, Deus imputou a justiça de Cristo aos crentes e creditou nossa conta com Sua justiça da mesma forma como creditou nossos pecados em Sua conta (II Coríntios 5:21).

Pecado pessoal é aquele que é cometido todos os dias por cada ser humano. Por termos herdado uma natureza pecaminosa de Adão, nós cometemos pecados individuais e pessoais: tudo, desde mentiras supostamente inocentes até assassinatos. Aqueles que não colocaram sua fé em Jesus Cristo devem pagar a pena por estes pecados pessoais, assim como pelos pecados herdados e imputados. Entretanto, os crentes foram libertos da eterna pena do pecado (inferno e morte espiritual). Agora podemos escolher se vamos ou não cometer pecados pessoais, pois temos o poder de resistir ao pecado através do Santo Espírito que habita em nós, nos santificando e nos mostrando nossos pecados quando os cometemos (Romanos 8:9-11). Uma vez que confessarmos nossos pecados pessoais a Deus e pedirmos por eles perdão, somos restaurados à perfeita comunhão com Ele. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9).

O pecado herdado, imputado e pessoal, todos estes, já foram crucificados na cruz de Jesus, e agora “Em quem (Jesus Cristo) temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Efésios 1:7).


Fonte: Got Questions

A Torta de Deus

Medidor de Bondade

''Lixo'' - One Time Blind

Discipulado Verdadeiro

Senhor Cara Legal