Eleição e Salvação - Dr. Ben Witherington
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Calvinismo não é Evangelho!
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O CALVINISMO NÃO ME REPRESENTA!
Não, não me representa! O calvinismo por onde passa, deixa contendas, separações e murmurações. Ele sempre se apresenta como "a verdade", "o Evangelho", "a doutrina da graça". Como se isso não bastasse, todos que não creem nele, são desprezados.
É isto que acontece no cristianismo atual. O Calvinismo parece mais uma medusa, com a cabeça cheia de serpentes. Você corta um lado, e o outro reage com astúcia. Horripilante é o seu veneno, fatal o seu ataque. Você já percebeu que a maioria dos calvinistas atuais são arrogantes, presunçosos e se acham detentores da verdade? Seriam estes, os escolhidos de Deus?
Sabe aquela frase calvinista que diz: "Eu não merecia, mas ele me escolheu"? Pois bem, ela não passa de orgulho camuflado.
Orgulho por ter sido eleito, orgulho por ter sido escolhido e outros não. Como pode alguém se alegrar em saber que Deus predestinou pessoas ao inferno?
Além disso, têm os frutos. Quais frutos o calvinismo tem trazido para o Evangelho de Cristo? Ora, nós somos a igreja de Deus.
A igreja foi chamada para iluminar o mundo, incendiar as nações com o poder glorioso do Todo-Poderoso! Nós temos que proclamar essa maravilhosa salvação aos perdidos!
Que tipo de teologia é essa que planta mas não colhe? Já vi muitos calvinistas tentando implantar o calvinismo nas igrejas. Na minha opinião, essa atitude não reflete o caráter de um servo de Deus.
O Calvinismo jamais me representará! Não me façam propagandas, não me apresente outra verdade a não ser esta:
Que todos homens são incapazes de salvar a si mesmos. Que Deus por sua infinita e bondosa misericórdia, entregou seu filho para morrer por todas as pessoas do mundo, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha tenha a vida eterna. E todos os que creem nele, foram eleitos na eternidade, segundo a presciência de Deus. Estes, são os que não resistiram, e que através da graça preveniente de Deus, se arrependeram dos seus pecados, creram no Evangelho, e perseveram nas boas-novas.
O Calvinismo não passa de um dinossauro insistindo em sobreviver, mas que em breve entrará em extinção. É por esse, e outros motivos que ele não me representa. Sabe porque? Porque Jesus me ensinou que a bandeira do crente não pode ser outra, a não ser a Bíblia.
Em Cristo, Everton Edvaldo
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Luz acesa: proteção e testemunho
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No capítulo 19 do livro de Atos é narrado o início da igreja cristã em Éfeso, capital da província romana da Ásia, por meio do ministério do apóstolo Paulo. Devido à localização estratégica da cidade, esta igreja desempenhou um importante papel na expansão do cristianismo.
A estadia de Paulo na cidade durou cerca de dois anos (mais longa que de costume), e algum tempo depois ele escreveu a carta que contém o texto que embasará nosso estudo. O foco geral da carta é a igreja de Cristo, que representa “a nova humanidade de Deus, […] uma comunidade onde o poder de Deus de reconciliar as pessoas a si próprio é experimentado e compartilhado através de relacionamentos transformados” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1399). Paulo desenvolve o argumento de que os cristãos receberam uma nova vida em Cristo, e por isso conformam uma nova humanidade, uma nova sociedade humana que, sendo nova, deve adotar novos padrões de comportamento, despindo-se do “velho homem” e revestindo-se “do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade” (Ef 4.22-24).
É no contexto desta boa notícia de novidade, e renovação no “modo de pensar”, que somos convidados a vivermos como “filhos da luz” (Ef 5.8), em contraposição às trevas de outrora. Qual o significado desta nova e resplandecente “filiação”? Qual a origem desta luz? É sobre isto que pretendemos refletir, entre outras coisas, no estudo a seguir.
Para entender o que a Bíblia fala
- Em todo o trecho, Paulo faz uso do rico simbolismo da luz e das trevas. Note que Paulo não diz que antes eles estavam nas trevas e agora estão na luz, mas sim que antes eles eram trevas e agora são luz (v. 8). Por que esta pequena diferença ortográfica é tão significativa? Em que esfera, afinal, havia ocorrido essa radical transformação?
- Qual era, de fato, a fonte ou origem desta mudança? (v.8; cf. João 8.12)
- Já que agora os cristãos são luz no Senhor, eles devem também viver como filhos da luz (v.8b). O que isto significava na prática? Segundo Paulo, quais seriam os resultados, ou frutos, de uma vida sob esta condição? (vv.9,10)
- No v. 11, o apóstolo apresenta o outro lado da moeda, ao se viver como luz. Ele menciona dois aspectos, um negativo e outro positivo, da atitude que devemos ter em relação às trevas, quando andamos na luz. Quais são eles? Você consegue citar exemplos práticos desses dois aspectos, que devem fazer parte da nossa vivência cristã?
- Paulo esperava também que a luz de Cristo, brilhando por meio dos cristãos, tivesse um efeito duplo à medida que fosse revelado o que estava encoberto pelas trevas. Você consegue perceber esse efeito duplo sendo expresso no v.13?
- Muitos comentaristas acreditam que o v. 14 é uma citação de um hino cristão, que era utilizado na Páscoa ou mesmo no batismo. Com que metáforas é descrita a condição anterior dos homens, ou seja, antes de conhecerem a luz de Cristo? Esta poderia ser uma boa descrição do processo que temos chamado de “conversão”?
Hora de Avançar
Assim, aprendemos, desde cedo, que esse simbolismo [da primeira Páscoa] fala de escravidão e de libertação; de trevas e de luz. A servidão no Egito, hoje, materializa-se no jugo do pecado; e a celebração da Páscoa transforma-se em memorial de libertação pelo poder de Deus.
(Rubem Amorese)
Para pensar
Paulo procura incentivar e motivar seus leitores, e todos nós, com relação às implicações práticas do fato de que agora são luz no Senhor. Eles não são luz em si mesmos, ou por causa de algo que fizeram, mas por causa do que Cristo fez por eles, dando-lhes vida quando ainda estavam “mortos em transgressões” (Ef 2. 4-10).
Devemos notar a preocupação do apóstolo em mostrar a seus leitores que não é suficiente deixar algumas práticas, mas serem proativos e passarem à pratica de novas obras, como “filhos da luz”.
Uma vez unidos a Cristo, que é “a luz do mundo” (Jo 8. 12; 9. 5), os cristãos passam a ser também luz para o mundo (Mt 5. 14-16). E sua presença acabará iluminando as obras do mal, da injustiça e da mentira, promovendo o “fruto da luz”: bondade, justiça e verdade.
O que disseram
Cristo é ainda a luz verdadeira, totalmente estranha à mentira; sabemos então que também nossa vida tem de ser iluminada pelos raios da verdadeira luz. Os raios do sol da justiça são as virtudes que dele emanam para iluminar-nos, “para que rejeitemos as obras das trevas e caminhemos nobremente como em pleno dia”; pelo repúdio de toda ação vergonhosa e escusa, agindo sempre na claridade, tornamo-nos nós também luz e, o que é próprio da luz, resplandeceremos para os outros pelas obras.
(Gregório de Nissa, bispo, século IV)
Para responder
- As lâmpadas só emitem luz a partir de energia. Era assim nos tempos do Novo Testamento (tendo o azeite como combustível), e é assim hoje em dia, com as nossas lâmpadas (usando energia elétrica). Metaforicamente, podemos nos considerar “lâmpadas” de Cristo, pois não emitimos luz própria; a fonte de nossa luz é Cristo. Com qual “combustível” você tem alimentado sua “luz”? Nos seus vários relacionamentos, você tem se comportado como uma “testemunha da luz” (Jo 1. 8)?
- Pensando em seu contexto particular de atuação diária – família, bairro, cidade, como você poderia “encarnar” o fruto da luz descrito por Paulo, envolvendo-se em atividades que promovam a bondade, a justiça e a verdade?
Eu e Deus
Tu, Senhor, a luz do mundo, sê luz em mim para que minha vida mostre a claridade e o calor de tua salvação. Amém. (Eugene Peterson, “Um ano com Jesus”, Ed. Ultimato)
>> Autor do estudo: Reinaldo Percinoto Júnior
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A HISTÓRIA DA ÁGUIA E A GALINHA
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Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
– Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia
– De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
– Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
– Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à graça:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…”
Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas há pessoas que nos fazem pensar como galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, abramos as asas e voemos. Voemos como águias. Cada pessoa tem dentro de si uma águia. Ela quer nascer. Sente o chamado das alturas. Busca o sol. Por isso somos constantemente desafiados a libertar a águia que nos habita. Sejamos águias em nossas vidas e não galinhas!
E você, já se preparou para alçar seus vôos?
- Desconhecido
Vivemos Realmente nos Tempos Finais?
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Deus existe mesmo? Como podemos saber? Se Deus fez tudo, quem fez Deus?
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Em nossa experiência cotidiana, tudo parece ter tido um início. De fato, as leis da ciência mostram que até mesmo coisas que parecem as mesmas ao longo de nossas vidas, como o Sol e outras estrelas, estão se degradando. O sol está gastando seu combustível em milhões de toneladas por segundo. Como o mesmo não é eterno, teve de ter um início, obviamente. Isso se mostra verdadeiro por todo o universo.
Assim, quando os cristãos declaram que o Deus da Bíblia criou todo o universo, alguns irão fazer o que parece ser uma pergunta lógica: “De onde vem Deus?”.
A Bíblia deixa claro em muitas passagens que Deus está fora do alcance do tempo. Ele é eterno, sem princípio ou fim – Ele é infinito! Ele também conhece todas as coisas, sendo infinitamente inteligente.1
Isso é lógico? A ciência moderna pode sustentar tal noção? E como você poderia reconhecer a evidência de um Criador inteligente?
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Como reconhecer inteligência
Cientistas ficam excitados quando encontram em uma caverna ferramentas de pedra, porque estas são sinais de inteligência –
um construtor de ferramentas. Elas não poderiam ter se autoprojetado. Ninguém acreditaria que as cabeças esculpidas dos Presidentes no Monte Rushmore são o produto de milhões de anos de erosão. Nós podemos reconhecer um projeto — a evidência de esforços externos de inteligência — nos objetos feitos pelo homem que estão à nossa volta.
Projeto nos seres vivos
O biólogo molecular Dr. Michael Denton, escrevendo como um agnóstico, concluiu:
‘Ao lado do nível de ingenuidade e complexidade exibido pela maquinaria molecular da vida, até os nossos mais avançados [artifícios tecnológicos do século XX parecem] grosseiros… Seria uma ilusão pensar que do que nós somos cientes no presente é algo mais do que uma fração da amplitude do projeto biológico. Em praticamente cada campo da pesquisa biológica fundamental, crescentes níveis de projeto e complexidade têm sido revelados em uma taxa acelerada.’3
O mundialmente renomado defensor do darwinismo e do ateísmo, Prof.Richard Dawkins, declara:
‘Nós temos visto que os seres vivos são muito improváveis e muito belamente “projetados” para terem vindo à existência por chance’4
Portanto, até o mais ardente ateu confessa que projeto está presente ao nosso redor. Para um cristão, o projeto que vemos ao nosso redor é totalmente consistente com a exposição bíblica de que Deus criou tudo.
Contudo, evolucionistas como Dawkins rejeitam a idéia de um Projetista. Ele comenta (ênfase adicionada):
‘Contradizendo todas as aparências, o único relojoeiro na natureza são as forças cegas da física, embora organizada de uma forma muito especial. Um verdadeiro relojoeiro tem previsão: ele projeta dentes e molas, e planeja suas interconexões, com propósito futuro em sua mente. A seleção natural, o cego, inconsciente e automático processo que Darwin descobriu, e que nós agora sabemos ser a explicação para a existência da aparentemente propositada forma de toda a vida, não tem propósito em mente… Ela não tem mente… Ela não planeja para o futuro… ela é o relojoeiro cego.’5
Seleção e projeto
A vida é construída, contida naquela molécula da hereditariedade, o DNA. Dawkins acredita que seleção natural6 e mutações (cegos e despropositados erros na cópia do DNA), juntos, providenciam o mecanismo para produzir as vastas quantidades de informação responsáveis pelo projeto nos seres vivos.7
A seleção natural é um processo lógico que pode ser observado. Todavia, seleção pode apenas operar informação já contida nos genes— ela não produz informação nova.8 Na verdade, ela é consistente com o relato bíblico da origem; Deus criou distintas classes de animais e plantas, cada uma para se reproduzir em sua própria espécie.
Pode-se observar grande variação em uma classe, e ver os resultados da seleção natural. Por exemplo, cães selvagens, lobos e coiotes têm se desenvolvido ao longo do tempo como um resultado da seleção natural operando na informação dos genes na classe lobo/cão.
Mas nenhuma informação nova foi criada — estas têm resultado de rearranjamento e sorteio da informação na classe original canina. Uma classe nunca foi constatada por mudar em uma outra totalmente diferente, com nova informação que não existia previamente!
Sem uma forma para aumentar a informação, a seleção natural não irá trabalhar como um mecanismo para evolução. Os evolucionistas concordam com isto, mas eles acreditam que mutações de alguma forma providenciam a nova informação para que a seleção natural aja sobre a mesma.
Mutações podem produzir nova informação?
Verdadeiramente, agora está claro que a resposta é não! Dr. Lee Spetner, um cientista altamente qualificado que ensinou informação e comunicação teóricas na Johns Hopkins University, torna isto bem claro em seu recente livro:
‘Neste capítulo trarei alguns exemplos de evolução, [i.e., exemplos alegados de serem de evolução] particularmente mutações, e mostrar que a informação não é acrescentada… Mas em toda a leitura que fiz em literatura da vida/ciência, nunca encontrei uma mutação que adicionara nova informação.’9
‘Todas as mutações que têm sido estudadas no nível molecular tendem a reduzir a informação genética e não aumentá-la.’10
‘A TND [teoria neodarwiniana] é suposta de explicar como a informação da vida tem sido construída por evolução. A diferença biológica essencial entre um humano e uma bactéria é a informação que eles contém. Todas as outras diferenças biológicas seguem a partir desta. O genoma humano tem muito mais informação que o genoma bacteriano. Informação não pode ser construída a partir de mutações que a prejudiquem. Um trabalho não pode render dinheiro ao perdê-lo um pouco de cada vez.’11
Cientistas evolucionistas não trabalham de acordo com o que muitos cientistas, incluindo Dr. Spetner, têm concluído. Mutações não agem como um mecanismo que move o processo evolucionário.
[Para mais informação, ver: Podem mutações genéticas produzir mudanças positivas em criaturas vivas? Resposta…]
Mais problemas!
Cientistas têm descoberto que, com a célula, há milhares das que podem ser chamadas de ‘máquinas bioquímicas’. Todas estas partes têm de estar no lugar simultaneamente ou a célula não pode funcionar. Coisas que foram tidas como sendo simples mecanismos, como ser capaz de absorver luz e convertê-la em impulsos elétricos, são de fato altamente complicadas.
Visto que a vida é construída nestas máquinas, a idéia de que processos naturais poderiam ter feito um sistema vivo é insustentável. O bioquímico Dr. Michael Behe usa o termo “complexidade irredutível” ao descrever tais “máquinas” bioquímicas.
‘…sistemas de horrenda e irredutível complexidade habitam a célula. O pensamento resultante de que a vida foi designada por uma inteligência é chocante para nós do século vinte, que nos acostumamos a pensar da vida como resultado de simples leis naturais. Mas outros séculos tiveram seus choques, e não há razão em supor que nós deveríamos escapar deles.’12
Richard Dawkins reconhece este problema de falta de “maquinaria” para começar quando ele declara:
‘A teoria do relojoeiro cego é extremamente poderosa, dado que nós somos autorizados a assumir replicação e disso seleção cumulativa. Mas se replicação necessita de maquinaria complexa, visto que o único caminho que nós conhecemos para maquinaria complexa no final das contas vem à existência é seleção cumulativa, nós temos um problema.’13
Um problema realmente! Quanto mais nós olhamos nos mecanismos da vida, mais complicado fica, e mais nós vemos que a vida nãopoderia surgir por ela mesma. Não somente é necessário uma fonte de informação, mas as complexas maquinas da química da vida precisam vir à existência logo no início!
Um problema maior ainda!
Alguns ainda tentam insistir que a maquinaria da primeira célula poderia ter surgido por pura chance. Por exemplo, dizem eles, por aleatoriamente desenhar letras do alfabeto em seqüência da palavra “faca”, às vezes você conseguirá uma palavra simples como “VACA”.14 Assim, em longos períodos de tempo, por que não teríamos até mesmo mais complexas informações surgidas por chance?
Contudo, o que a palavra “VACA” significa para um alemão ou chinês? O fato é que uma ordem de letras não tem significado a não ser que exista uma linguagem convencional e um sistema de tradução no lugar que faz disto algo com significado.
Em uma célula, existe tal sistema (outras moléculas) que faz a ordem no DNA significativa. O DNA, sem o sistema de linguagem/tradução não tem significado, e estes sistemas, sem o DNA, não funcionariam também.
A outra complicação é que a maquinaria tradutora que lê a ordem de ‘letras’ no DNA é a si mesma especificada pelo DNA! Ela é outra daquelas ‘máquinas’ que necessitam serem totalmente formadas, ou a vida não funcionaria.
Pode a informação surgir da não-informação?
Dr. Werner Gitt, diretor e professor no Instituto Federal Alemão de Física e Tecnologia, diz claramente que uma das coisas que nós sabemos claramente na ciência, é que informação não pode surgir da desordem por chance. Ela sempre pega (maior) informação para produzir informação e, no fim das contas, a informação é resultado da inteligência:
‘Um sistema de código é sempre o resultado de um processo mental (isto requer origem inteligente ou inventor)… Deveria ser enfatizado que matéria como ela é não é capaz de gerar nenhum código. Todas as experiências indicam que um ser pensante, exercendo voluntariamente a sua livre vontade, cognição e criatividade é requerido.’15
‘Não existe nenhuma lei natural conhecida através da qual matéria pode dar origem a informação, e nem há algum processo físico ou fenômeno material conhecido que possa fazê-lo.’16
Qual é a fonte da informação?
Nós podemos portanto deduzir que a enorme quantidade de informação nos seres vivos deve originalmente ter vindo de uma inteligência, que teria de ter sido bem superior à nossa, como os cientistas estão revelando a cada dia. Mas então alguns irão dizer que tal fonte deveria ter surgido de algo com ainda maior informação/inteligência.
Todavia, se eles assim pensam, alguém poderia perguntar de onde esta maior informação/inteligência veio. E daí, perguntar de onde esta outra viera … um poderia extrapolar para o infinito, eternamente, a não ser…
A não ser que tenha existido uma fonte de infinita inteligência, além do nosso entendimento finito. Mas não é isto o que a Bíblia indica quando nós lemos: ‘No princípio, Deus…’? O Deus da Bíblia é um ser infinito que não está preso por limitações de tempo, espaço, conhecimento, ou qualquer outra coisa.
Então qual é a posição logicamente defensível? — Que a matéria sempre existiu (ou veio à existência por ela mesma, sem nenhuma razão), e então ela se arranjou sozinha em sistemas de informação, contra tudo que foi observado na ciência real? Ou que um ser com inteligência infinita17 criou sistemas de informação para que a vida existisse, concordando com a ciência real?
A resposta parece óbvia, por que todos os cientistas não concordam com isto? Michael Behe responde:
‘Muitas pessoas, incluindo muitos cientistas importantes e respeitados, simplesmente não querem que haja nenhuma coisa além da natureza. Elas não querem algo sobrenatural que afete a natureza, não importa o quão breve ou construtiva a interação possa ser. Em outras palavras… elas produzem um depósito filosófico para sua ciência que restringe quais tipos de explanações eles irão aceitar acerca do mundo físico. Às vezes, isto leva a um comportamento um tanto bizarro.’18
O x do problema é este: Se alguém aceita que existe um Deus que nos criou, aceita também que somos propriedade desse Deus . Ele, portanto, tem o direito de criar as regras pelas quais nós devemos viver. Na Bíblia, Ele nos tem revelado que nós estamos em rebelião contra nosso Criador. Por causa desta rebelião chamada pecado, nossos corpos físicos estão designados para a morte- mas depois nós iremos viver, seja com Deus ou sem Ele, em um lugar de julgamento.
Mas as boas-novas são que nosso Criador proveu, através da cruz de Jesus Cristo, um meio de nos livrar de nosso pecado de rebelião, de modo que aqules que vem a Ele em fé, arrependidos de seus pecados, podem receber o perdão de um Deus Santo e viver para sempre com seu Deus.
[Veja The HOPE on-line (produção de vídeo)]
Então quem criou Deus?
Por definição, um infinito, e eterno ser sempre existiu – ninguém criou Deus. Ele é o ser auto-existente – o grande ‘Eu Sou’ da Bíblia.19 Ele está fora do tempo – na verdade, Ele criou o tempo.
Você poderia dizer, ‘Mas então significa que eu tenho de aceitar isto pelar fé, já que eu não consigo entendê-lo.'
Nós lemos no livro de Hebreus: ‘Mas sem fé é impossível agradá-lo: porque aquele que vem a Deus deve crer que ele existe, e que é recompensador daqueles que diligentemente o buscam’ (Hebreus 11:6).
Mas esta não é uma fé cega, como alguns pensam. Na verdade, os evolucionistas que negam Deus têm uma fé cega – eles têm que acreditar em algo que é contra a ciência real – a saber, que informação pode surgir da desordem por chance.
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A fé cristã não é uma fé cega — é uma fé logicamente defensível. É por isto que a Bíblia deixa claro que ninguém que não crê em Deus está desculpado:
‘Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.’ (Romanos 1:20).
Para um artigo mais profundo, ler Quem criou Deus?
Leitura
- De onde a vida veio? A evolução é realmente a melhor teoria?Resposta…
- Como você explica o alto nível de projeto e ordem no universo?Aprenda mais acerca do universo / origem da vida / origem das espécies / origem da humanidade
- Jesus Cristo é a resposta?
- 44 Questions for the Not-Yet-a-Believer (44 Questões para um não-crente-ainda)
Referências e Notas
- Sm 90:2; 106:48; 147:5. Notar que apenas coisas que têm um princípio têm que ter uma causa. Ver J. Sarfati, ‘Se Deus criou o universo, quem criou Deus?’ 12(1), CEN Technical Journal (1998), pp. 20-22.Retorna ao texto.
- W. Paley, Natural Theology, 1802. Reprinted in 1972 by St Thomas Press, Houston, Texas. Retorna ao texto.
- M. Denton, Evolution: A Theory in Crisis (Adler and Adler, Maryland: 1986), p. 342. Retorna ao texto.
- R. Dawkins, The Blind Watchmaker (N.Y.: W.W. Norton & Co, 1987), p. 43.Retorna ao texto
- Ref. 4, p. 5. Retorna ao texto.
- Seleção natural — o conceito de que alguns variantes em uma população serão menos aptos para produzir descendência do que outros em um dado ambiente.Retorna ao texto.
- Ver C. Wieland, Stones and Bones (Australia: Creation Science Foundation Ltd, 1995), and G. Parker, Creation: Facts of Life (Green Forest, Arkansas: Master Books, 1996). Retorna ao texto.
- L. Lester and R. Bohlin, The Natural Limits to Biological Change (Dallas Texas: Probe Books, 1989), pp. 175-6. Retorna ao texto.
- L. Spetner, Not by Chance (Brooklyn, New York: The Judaica Press Inc.), pp. 131-2. Retorna ao texto.
- Ref. 9, p. 138. Retorna ao texto.
- Ref. 9, p. 143. Retorna ao texto.
- M. Behe, Darwin's Black Box (New York: The Free Press, 1996), pp. 252-253.Retorna ao texto.
- Ref. 4, pp. 139-140. Retorna ao texto.
- Verdadeiramente, gerar palavras é bem mais simples do que sentenças ou parágrafos. Cálculos simples mostram que até mesmo um bilhão de anos não seria tempo suficiente para gerar ao menos uma ‘sentença’ protéica. Retorna ao texto.
- Ref. 15, p. 79. Retorna ao texto.
- 17. Portanto, capaz de gerar informação infinita, e certamente a enorme, embora finita, informação da vida. Retorna ao texto.
- Ref. 12, p. 243. Retorna ao texto.
Autor: Ken Ham, Answers in Genesis. Primeiramente publicado em:Creation Ex Nihilo, 20(3):32-34, June-August 1998.
Traduzido por Renan Pedroso
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